
Em termos gerais, podemos considerar, que os Serviços de Saúde, são unidades integradas, polivalentes, prestadoras de cuidados primários, que visam a promoção da saúde, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença, dirigindo a sua acção aos indivíduos, às família e à comunidade em geral.
Numa época, em que um número cada vez maior e mais significativo de pessoas que recorrem ao apoio médico, fazem-no por queixas ou doenças desencadeadas pelo seu próprio comportamento ou pelo comportamento dos outros, torna-se importante reflectirmos sobre a necessidade da integração do psicólogo em equipas multidisciplinares com o objectivo de serem tomadas medidas no que concerne ao desenvolvimento e implementação de programas relacionados com a Saúde Pública.
A intervenção do psicólogo pode ser integrada nas várias valências que os Serviços de Saúde possuem, nomeadamente no desenvolvimento de actividades de prevenção dirigidas a três grupos alvo distintos: a comunidade, grupos de risco e sujeitos individuais, podendo respeitar os seguintes itens:
- O estudo da organização e do funcionamento do Serviço de Saúde, bem como o impacto psicológico do mesmo sobre os seus utentes;
- A participação na elaboração do programa de actividades do Serviços de Saúde e na sua avaliação, de forma a identificar os problemas e as necessidades reais em matéria de saúde;
- O estudo e implementação da modificação de comportamentos e de estilos de vida, necessários à conservação da saúde e prevenção da doença;
- O aconselhamento e troca de informações com outros técnicos de saúde sobre os aspectos psicológicos e psicossociais dos doentes, particularmente em estudos de casos individuais, sensibilizando-os para os aspectos psicológicos envolvidos na promoção e manutenção da saúde e na prevenção da doença;
- A facilitação da comunicação entre as pessoas doentes e as equipas de saúde, prevenindo conflitos potenciais e gerindo os manifestos;
- A intervenção psicoterapêutica, no sentido de promover a mudança, e, consequentemente, conduzir os utentes a um melhor ajustamento psicológico (psicoterapia de apoio);
- O apoio a situações específicas e individuais, com o objectivo de alcançar a reabilitação psicológica de doentes crónicos, prevenindo o recrudescimento de incapacidades.
O psicólogo poderá ter ainda um papel facilitador na comunicação entre os diversos protagonistas dos cuidados de saúde, podendo ser pensado a dois níveis de intervenção:
- Ao nível dos utentes dos Serviços de Saúde;
- Ao nível dos Técnicos de Saúde.
NA INTERVENÇÃO COM OS UTENTES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE, O ESSENCIAL SERÁ:
- Ajudar a pessoa a desenvolver mais competências de comunicação, para que, no futuro, seja mais capaz de solicitar as informações que deseja obter ou fazer ao seu médico;
- Ajudar a pessoa a elaborar a informação que lhe foi transmitida por outros técnicos de saúde e, em relação à qual apresente dúvidas, tentando adequá-la ao seu nível afectivo-cognitivo, sempre tendo em atenção que as pessoas filtram as mensagens, através da sua experiência individual e das suas crenças;
- Tentar intervir nas atitudes de evitamento de situações problemáticas, por parte dos outros técnicos de saúde – é o que pode acontecer quando um médico experiência dificuldades em falar com os pais sobre a doença grave do filho, por exemplo;
- No que concerne aos tratamentos, torna-se necessário ajudar os utentes a desenvolverem competências de comunicação com os seus médicos, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre o modo de proceder ao tratamento, receios dos efeitos secundários do mesmo, preocupações e expectativas, entre outras.
A INTERVENÇÃO COM OS TÉCNICOS DE SAÚDE, PODE SER PROMOVIDA ATRAVES DE:
- Sessões de discussões de casos clínicos;
- Programas de prevenção de stresse ocupacional;
- Participação nas equipas dos programas de saúde;
- Formação em Aconselhamento de Saúde;
- Treino específico de competências comunicacionais.
Os instrumentos fundamentais de investigação/intervenção são os específicos da clínica psicológica. Assim, ao nível da investigação poderá ser utilizada a Entrevista Clínica e o Exame Psicológico; em termos de intervenção, destacam-se as psicoterapias, nomeadamente a psicoterapia de apoio e algumas teorias cognitivo-comportamentais.
Nos próximos artigos, dada à relevância do Exame Psicológico, irei debruçar-me sobre algumas das suas características e particularidades.
Numa época, em que um número cada vez maior e mais significativo de pessoas que recorrem ao apoio médico, fazem-no por queixas ou doenças desencadeadas pelo seu próprio comportamento ou pelo comportamento dos outros, torna-se importante reflectirmos sobre a necessidade da integração do psicólogo em equipas multidisciplinares com o objectivo de serem tomadas medidas no que concerne ao desenvolvimento e implementação de programas relacionados com a Saúde Pública.
A intervenção do psicólogo pode ser integrada nas várias valências que os Serviços de Saúde possuem, nomeadamente no desenvolvimento de actividades de prevenção dirigidas a três grupos alvo distintos: a comunidade, grupos de risco e sujeitos individuais, podendo respeitar os seguintes itens:
- O estudo da organização e do funcionamento do Serviço de Saúde, bem como o impacto psicológico do mesmo sobre os seus utentes;
- A participação na elaboração do programa de actividades do Serviços de Saúde e na sua avaliação, de forma a identificar os problemas e as necessidades reais em matéria de saúde;
- O estudo e implementação da modificação de comportamentos e de estilos de vida, necessários à conservação da saúde e prevenção da doença;
- O aconselhamento e troca de informações com outros técnicos de saúde sobre os aspectos psicológicos e psicossociais dos doentes, particularmente em estudos de casos individuais, sensibilizando-os para os aspectos psicológicos envolvidos na promoção e manutenção da saúde e na prevenção da doença;
- A facilitação da comunicação entre as pessoas doentes e as equipas de saúde, prevenindo conflitos potenciais e gerindo os manifestos;
- A intervenção psicoterapêutica, no sentido de promover a mudança, e, consequentemente, conduzir os utentes a um melhor ajustamento psicológico (psicoterapia de apoio);
- O apoio a situações específicas e individuais, com o objectivo de alcançar a reabilitação psicológica de doentes crónicos, prevenindo o recrudescimento de incapacidades.
O psicólogo poderá ter ainda um papel facilitador na comunicação entre os diversos protagonistas dos cuidados de saúde, podendo ser pensado a dois níveis de intervenção:
- Ao nível dos utentes dos Serviços de Saúde;
- Ao nível dos Técnicos de Saúde.
NA INTERVENÇÃO COM OS UTENTES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE, O ESSENCIAL SERÁ:
- Ajudar a pessoa a desenvolver mais competências de comunicação, para que, no futuro, seja mais capaz de solicitar as informações que deseja obter ou fazer ao seu médico;
- Ajudar a pessoa a elaborar a informação que lhe foi transmitida por outros técnicos de saúde e, em relação à qual apresente dúvidas, tentando adequá-la ao seu nível afectivo-cognitivo, sempre tendo em atenção que as pessoas filtram as mensagens, através da sua experiência individual e das suas crenças;
- Tentar intervir nas atitudes de evitamento de situações problemáticas, por parte dos outros técnicos de saúde – é o que pode acontecer quando um médico experiência dificuldades em falar com os pais sobre a doença grave do filho, por exemplo;
- No que concerne aos tratamentos, torna-se necessário ajudar os utentes a desenvolverem competências de comunicação com os seus médicos, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre o modo de proceder ao tratamento, receios dos efeitos secundários do mesmo, preocupações e expectativas, entre outras.
A INTERVENÇÃO COM OS TÉCNICOS DE SAÚDE, PODE SER PROMOVIDA ATRAVES DE:
- Sessões de discussões de casos clínicos;
- Programas de prevenção de stresse ocupacional;
- Participação nas equipas dos programas de saúde;
- Formação em Aconselhamento de Saúde;
- Treino específico de competências comunicacionais.
Os instrumentos fundamentais de investigação/intervenção são os específicos da clínica psicológica. Assim, ao nível da investigação poderá ser utilizada a Entrevista Clínica e o Exame Psicológico; em termos de intervenção, destacam-se as psicoterapias, nomeadamente a psicoterapia de apoio e algumas teorias cognitivo-comportamentais.
Nos próximos artigos, dada à relevância do Exame Psicológico, irei debruçar-me sobre algumas das suas características e particularidades.
Fernando Barnabé
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