
Freud, nasceu em1856 em Friburgo (Morávia) e era filho de judeus. O pai, negociante relativamente bem sucedido, até que uma bancarrota o lançou na miséria, teve que montar uma pequena feira junto ao Danúbio em Viena e assegurar dessa forma o sustento e os estudos de Freud.
Freud era um admirador de Oliver Cromwell e de Aníbal (general cartaginês). O primeiro tinha conseguido a condenação à morte de Carlos I, e Aníbal tinha combatido os romanos e alcançado notáveis vitórias; Freud, por sua vez, imbuído de um grande espírito fantasista, desejava derrubar a classe dominante para organizar o seu país.
Para além destes personagens, Freud identificava-se com o pai, achava-o um homem de grandes qualidades, mas, ao mesmo tempo nutria por ele sentimentos ambivalentes, um pouco por culpa do seu primarismo. Não lhe perdoa por exemplo esta frase quando certo dia urinou na cama: “Este rapaz nunca há-de ser ninguém na vida”.
Enquanto estudante, Freud sempre pensou vir a formar-se em Filosofia, tornou-se no entanto médico, dadas as suas carências materiais. Desenvolve posteriormente alguns trabalhos na área da Medicina, conseguindo, com a ajuda de alguns amigos dar as suas primeiras consultas. Consegue mais tarde uma bolsa para estudar em França e especializa-se em neuropatologia.
Assiste a algumas sessões de hipnose conduzidas por Charcot, (1825 - 1893), cientista francês nascido em Paris e um dos maiores clínicos e professores de Medicina de França, que põe em causa o facto da histeria ser uma perturbação exclusiva das mulheres, enquanto Freud começa a colocar algumas dúvidas sobre a eficácia dessas sessões; isto porque, segundo ele, o paciente ao acordar, esqueceria as sugestões e apresentaria alguma dificuldade em elaborá-las mentalmente.
Em paralelo investiga e experimenta diversas técnicas; em lugar da sugestão directa, tenta que o paciente tenha na consulta um papel mais participativo e maior autonomia. Começa então por colocar-lhes algumas questões utilizando as mãos para lhes pressionar a nuca. Suprime mais tarde esta forma de contacto, limitando-se apenas a questionar os pacientes.
Certo dia, uma paciente insurge-se contra o facto de Freud a interromper constantemente e diz-lhe: “Deixe-me pensar livremente”. Com esta advertência, Freud descobre, a PSICANÁLISE, utilizando o método a que deu o nome de associação livre.
O termo Psicanálise, surge em 1896, substituindo os até então utilizados por Freud – análise psicológica ou simplesmente análise.Podemos definir a Psicanálise, como um método de análise e investigação psicológica, que tenta aceder às nossas motivações e padrões comportamentais inconscientes.
No próximo artigo, irei falar-vos sobre os procedimentos que estão presentes no método psicanalítico.
Fernando Barnabé
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